Notícia
Data: 03/03/2009      
Foto: Marcos Rosa      

Maria das Graças Santos na biblioteca da estação Tatuaté do metrô, em São Paulo.

Bibliotecas fazem usuários do metrô embarcarem na viagem dos livros



        Montadas nas estações, bibliotecas já registram 44 mil sócios. Usuários não pagam nada para ler os livros.

        Quem passa pelo metrô em quatro grandes cidades brasileiras tem a oportunidade de embarcar em outra viagem: a do conhecimento. Bibliotecas montadas nas estações já registram 44 mil sócios que não pagam nada para ler livros. E o que é melhor: o número de novos leitores está crescendo.

        O aposentado Francisco Assis pega mais um livro emprestado. “O barato de ler é que distrai. Você se instrui, você conhece coisas novas e está sempre descobrindo”, afirma o aposentado.

        No ano passado, a artista plástica Paula Carriconde leu 90 livros apenas da biblioteca do metrô. “É um prazer mental que só a leitura e o conhecimento podem te dar”, afirma.

        Eles escolhem entre mais de 29 mil livros, de todo tipo e de todo gênero, em estações de metrô de São Paulo, Recife, Porto Alegre e Rio de janeiro.

        O projeto foi criado e é administrado pelo Instituto Brasil Leitor (IBL) e tem parceiros e financiadores na iniciativa particular.

        Nas idas e vindas, entre a saída de casa e a volta, o usuário do metrô lê. E lê cada vez muito. Só no Rio, os empréstimos nas bibliotecas passarem de 48 mil de livros. O levantamento do IBL mostra que o interesse cresce. No último ano, foi de 25%.

       “É de fácil acesso. É uma biblioteca, pela qual você não tem que pagar para utilizar, o que facilita a vida da gente, porque já está no caminho do trabalho para casa”, comenta a secretária Aline Caldeira.
       
         Os livros encantam aposentada Eny de Araújo. “Quem lê não sente solidão. Eu não tenho a solidão na minha vida”, diz. Ela mantém uma caderneta com a lista do que tem lido ultimamente. São páginas e páginas com anotações.

        Livros ao alcance de todos: Dona Paula vê futuro nisso. “O que o nosso povo mais precisa é alimentar a alma e fazer ele pensar maior e enxergar além do horizonte”, diz a artista plástica.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1006082-5604,00.html

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